quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

A escolha da lagarta.

O termo grego psyche tinha dois significados originalmente. Um deles era alma e o outro borboleta, que simbolizava o espírito imortal. Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta. Segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saia do corpo com uma forma de borboleta. Traduzem realmente o sexo feminino.

Existiam duas coisas para se pensar na vida naquela manha de domingo na vida de Camila: Pular ou não pular.
Seja qual for o final dessa história, pois o leitor que irá determinar Camila não conseguia suportar o peso da vida. Ela tinha 22 anos, mãos quentes, muita tristeza no coração e grandes asas de borboletas tatuadas nas costas. Ela gostava de sussurros e tinha duas borboletas amarelas em  um pote de vidro cheios de furos na tampa. Apesar de sua vidinha triste e pacata na Rua Augusta, onde sempre morou, Camila havia tido tudo sempre do melhor em sua casa e sempre ouve alguém que fosse secretamente apaixonado por sua maneira tão particular e comovente de cativar as pessoas, ela era especial de muitas maneiras, principalmente como mulher apesar de nunca ter realmente sentido a essência dessa palavra. Nessa manha de domingo ela só tem duas coisas a decidir, viver num mundo onde ela não pode suportar o peso do ar em seus frágeis pulmões ou morrer e deixa uma quantidade inimaginável de coisas fantásticas que ela ainda pode conquistar na vida. A todos que dizem ceticamente que a vida é cheia de escolhas mais uma ironia do nosso mundo doente para vocês: Para Camila: viver ou morrer meus amigos?

2012.



  Saudações leitor, 
 
Acho que eu esteja um pouco atrasada para desejar-lhe um ótimo 2012, mas eu farei mesmo assim rs. Gostaria de agradecer a todos os dois minutos que você dedicou a este espaço tão especial no ano de 2011.
A minha proposta para 2012 continua a mesma: continuar a postar os mais diversos contos e faze-lo sentir-se como alguém que apenas observa a vida e aprecia tanto sua singela beleza quanto grotesca feiura. Apesar disso esse ano eu também gostaria de postar além de os textos cotidianos do meu caderno de pensamentos  postar também alguns desenhos do meu sketchbook que não envolvem palavras e deixam a interpretação por conta do leitor. Eu espero que seja divertido e que cada um possa expor sua opinião sobre a essência do desenho nos comentários. Esperem novidades para 2012.

Um grande afago nas mãos gentis de todos vocês.




Bruna

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Três parágrafos para Gabriela.

 Eu nunca entendi por que as estrelas simplesmente não despencam do céu mesmo após saber que na verdade elas são ora planetas ora explosões que ocorreram a milhões e milhões de anos que percorreram anos luz e agora, estão diante de nossos olhos. A verdade é que por mais estudioso que eu tenha sido, eu sempre vou ser um grande sonhador incorrigível apaixonado pela ideia de possuir as estrelas. Por que no amor puro e irrevogavel não ha espaço para a razão mesmo quando se sabe que a carne é fraca e morte é certa.



Eu não me lembro bem da primavera em que eu vi seu rosto pela multidão só me lembro da sensação de emoção profunda que meu coração sentira ao ver os teus joelhos, tão tímidos, naquela saia com motivos primaveris.
As estações que se seguiram me parecem tão turvas quanto a minha visão agora, no inverno: suas mãos envolvidas pelas luvas de cachemir; no verão: suas bochechas rosadas e sua pele queimada do sol, na primavera: seus joelhos tímidos sempre amostra em suas saias leves, e no outono: seu olhar nostálgico ao ver as flores morrerem; seu luto á beleza da primavera que morria em silencio.
Eu, homem feito, tive medo de amar toda sua pureza e me entregar a esse amor tão inalcançável quanto as estrelas, por isso, nesse outono como as flores, vou me entregar a morte e talvez dessa forma meu corpo apodreça e renasça em flor para te encantar e fazer-te sorrir em alguma primavera da sua existência.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Simples assim.

Caro Leitor,



Como eu já havia colocado outras vezes minhas postagens aqui são meras ficções de minha autoria, mas seria injusto se eu não compartilhasse essa obra de autoria do senhor José Eduardo Souza Gastão da Silva, vulgo zé, que veio encher a minha vida de sorrisos e me fazer acreditar em coisas que eu jamais poderia ter acreditado sozinha e ao mesmo tempo ter virado minha vida de cabeça pra baixo da pior forma possível, então ao senhor zé um GRAAAAANDE obrigada por estragar todos os meus planos, porque nenhum deles podia incluir essa felicidade tão grande que eu sinto no meu coração hoje. Eu tenho sorte de ter achado você pelas esquinas da vida. Curtam o vídeo e comentem!


terça-feira, 19 de julho de 2011

petits rêveries.

´´les temps sont durs pour les rêveures´´
- Tirando alguns cafés amargos, choros doentios, dias vazios, desamor, falta de fé, falta de apreciação pelas coisas simples e escassez de finais felizes, esse mundo até que é um bom lugar para se perder. Disse ele enquanto contemplava pela ultima vez o grande globo azul. Percebeu que aquilo era adeus então estremeceu e chorou. ''Sofro como os homens, apenas pelo prazer único que a dor proporciona, talvez por que agora eu seja como eles, talvez por que agora parte do meu coração pertença a eles e parte do coração deles pertença mim'' pensou ele agora tão distante da terra com o coração apertado, só podia ser uma coisa aquela sensação quer atormentava sua alma: saudade.
baseado em pensamentos do dia 12/06/2011

domingo, 12 de junho de 2011

expresso enamorado.

Confesso que estou alucinado, mas eu acho isso não tem nada haver com o pó de semanas atrás, nem por causa do cheiro do meu expresso quente que contamina meu corpo. Talvez seja teu corpo nu a suspirar em minha cama no embalo dos anjos como um doce acorde da minha viola. Quero te acordar e ver o encontro dos nossos olhos ao som de Marcelo Camelo, e assim me perder em teus olhos, em teus braços, em teus pensamentos, em tua respiração, em você, em teu amor e nele morrer e de tanto te amar me perder de ti em meio a tanto amor, assim estremeço e a vontade passa. Então a deixo se perder em sonhos e aprecio meu café enquanto suspiras de amor.