eu olho as luzes da cidade e me vejo longe, num futuro cheio de saudade das paixões inspiradoras da juventude.
Algumas pessoas têm refúgios, cafeterias, casa de amigos, cama do namorado nada muito fora do comum, mas todos com um significado excepcionalmente especial.
As luzes exageradamente coloridas me cegavam. As vezes me perguntava se eu estava sob o efeito de algum tipo de algum anabolizante alucinador, mas não, estava na lucidez da minha desgraça sob um céu cheio de sonhos. As crianças se apaixonavam pela noite, pelas luzes, por aquela roda gigante da vida. Eu também estava apaixonada. Mesmo não sendo uma criança, mesmo estando convicta que não havia ninguém especial a ser amado em minha vida, mesmo eu não tendo motivos para sorrir, mesmo estando no brinquedo mais chato do parque; eu era jovem novamente, em meus jeans surrados; fugindo dos padrões, fugindo das responsabilidades, fugindo do comum, fugindo do previsto.
O celular tocou pela decima vez, desliguei, e continuei vivendo minha paixão adolescente pela vida pela eternidade relativa de minhas memórias.
domingo, 27 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
mãos gentis.
há quem diga que o amor transparece pelo coração, outros ainda apostam na possibilidade de ser pelos olhos e ainda há outros que batem o pé que é dentro das calças.
Seria uma hipócrita se lhes afirma-se com precisão onde podemos sentir que reside o amor numa pessoa, cada um vê o amor de uma forma e cada um sente o lugar exato de onde ele se ilumina e se pode ver uma faísca da magia se propagando com os próprios olhos.
Ela estava deitada pra lua, apesar da noite já ter caído ela não conseguia parar de viajar dentre as nuvens, agora negras, e pentear os raios do sol. Ela amava o mundo, e sentia que podia amar qualquer coisa, que podia entender a complexidade de qualquer coisa, que podia sorrir para qualquer pessoa. Então ela amou o mundo, amou as diferenças, amou os erros e os acertos e amou tanto que ficou cansada e decidiu acariciar a grama e no instante que tocou a ponta dos dedos na grama ela se iluminou, tocou as flores e elas também se iluminaram e assim tocou o mundo inteiro com suas mãos gentis e sentiu que podia tocar as pessoas tambem tocou as mãos de todas as pessoas enquanto elas dormiam para que elas também pudessem amar tudo que tocassem e assim residiu no amor para sempre, nas mãos, de todos.
Seria uma hipócrita se lhes afirma-se com precisão onde podemos sentir que reside o amor numa pessoa, cada um vê o amor de uma forma e cada um sente o lugar exato de onde ele se ilumina e se pode ver uma faísca da magia se propagando com os próprios olhos.
Ela estava deitada pra lua, apesar da noite já ter caído ela não conseguia parar de viajar dentre as nuvens, agora negras, e pentear os raios do sol. Ela amava o mundo, e sentia que podia amar qualquer coisa, que podia entender a complexidade de qualquer coisa, que podia sorrir para qualquer pessoa. Então ela amou o mundo, amou as diferenças, amou os erros e os acertos e amou tanto que ficou cansada e decidiu acariciar a grama e no instante que tocou a ponta dos dedos na grama ela se iluminou, tocou as flores e elas também se iluminaram e assim tocou o mundo inteiro com suas mãos gentis e sentiu que podia tocar as pessoas tambem tocou as mãos de todas as pessoas enquanto elas dormiam para que elas também pudessem amar tudo que tocassem e assim residiu no amor para sempre, nas mãos, de todos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
death hope.
é estar se preso por vontade.
Cortaram as minhas asas. Eu sou um homem sem destino, sem esperança sem luz nenhuma e caminho nas trevas, cego, pelos vales me perco estou sem saída, sou um homem morto . Enamorei-me pelo anjo da morte. Amo-te na insanidade da dor e na calada noite amo-te sem pudor, na carne e na alma. Braços - querem-te sem limites; pernas - bambeiam numa tentativa falha de controle; ouvidos- queimam em brasa ao som da sua voz; pés - caminham o caminho das trevas; olhos - deliram de desejo de ti. A desgraça é inevitável mas apesar da tragédia ser o meu destino, fecho meus olhos todas as noites e deliro no simples prazer de pensar em deixar esse mundo e se tornar mais um dos enigmas do universo.
Cortaram as minhas asas. Eu sou um homem sem destino, sem esperança sem luz nenhuma e caminho nas trevas, cego, pelos vales me perco estou sem saída, sou um homem morto . Enamorei-me pelo anjo da morte. Amo-te na insanidade da dor e na calada noite amo-te sem pudor, na carne e na alma. Braços - querem-te sem limites; pernas - bambeiam numa tentativa falha de controle; ouvidos- queimam em brasa ao som da sua voz; pés - caminham o caminho das trevas; olhos - deliram de desejo de ti. A desgraça é inevitável mas apesar da tragédia ser o meu destino, fecho meus olhos todas as noites e deliro no simples prazer de pensar em deixar esse mundo e se tornar mais um dos enigmas do universo.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
onde eu quero estar.
É Mas leve que o ar, mas frágil do que as bolhas, mas belo do que uma tarde de verão. É mais do que tocar os céus, tem que ser parte do céu. Mais do que contemplar as luzes da cidade tem que ser mais alto do que alto. E assim se embalar pelo riso das estrelas. Flutuar entre os sonhos do ontem, do agora e do amanha, numa linha tênue que divide o sorrir e o chorar, realidade e a fantasia perto de onde nascem os heróis, de onde se guardam os segredos do coração e onde se encontam os enigmas do universo, ali onde predomina o amor é onde reside a verdade.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
lies.
era maçante o sangue escorrendo enquanto eu dançava pelos cacos de vidro, sorrindo como se estivesse com borboletas no estomago.
Eu odeio tudo em você, odeio como me faz sorrir, odeio o modo que me surpreende, odeio admitir que sinto sua falta, odeio pensar em você, odeio sonhar com você, odeio ver o amor nos meus olhos.
Odeio admitir que estou mentindo a respeito de tudo acima.
Eu odeio tudo em você, odeio como me faz sorrir, odeio o modo que me surpreende, odeio admitir que sinto sua falta, odeio pensar em você, odeio sonhar com você, odeio ver o amor nos meus olhos.Odeio admitir que estou mentindo a respeito de tudo acima.
domingo, 26 de dezembro de 2010
TCHAU 2010
´´...Adeus ano velho feliz ano novo , que tudo se realize no ano que vai nascer e blablabla, enfim gente vocês foram otimos nesse ano, 2010 foi dificil , meus textos foram fortes.. maaas 2011 ta chegando ai e eu vou fazer mais textos e postar aqui e talz. Eu queria agradecer a vocês pelo apoio e por aqueles 2 minutinhos que vocês dedicaram aos meus textos,tambem quero agradecer a todos aqueles que comentaram e aos que eu pude me inspirar e escrever coisas maravilhosas. Mas como estamos numa epoca de festas,ferias e presentes decidi presentear vocês com : OS 13 MELHOERES POST WEEE, divirtam-se feliz natal * atrasado* e feliz 2011.
OS 13 MELHORES POST :
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/04/alem-do-olimpo.html - mitologia grega + amor + toque especial da bruna K = esse post
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/04/ao-chao.html - eu gostaria que houvesse outro texto que pudesse descrever o amor de uma forma melhor que esse texto, receio que o amor n se apresentou de uma forma bonita na minha vida nem nesse post mimimi ):
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/435.html - DESILUSÃO TOTAL
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/make-wish.html - desejos que se realizaram, nesse post é claro.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/misguided-ghosts.html - a paz dentro de mim.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/06/na-perdicao-de-seus-olhos.html -amar em uma noite e fugir ao amanhcer - somos tão loucos com nossos desejos insanos, somos jovens na alma.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/07/lolita.html - amar uma garotinha
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/08/dias-de-chuva.html - a morte conta historias pela metade.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/08/obssesao.html - odeio esse post sabe lá por que ele está nessa lista.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/09/preterito-perfeito.html - nunca descrevi tão bem a sençação de ter uma expectativa quebrada, tendo essas sençaçoes.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/09/15.html- 15 anos *-*
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/lost.htmlhttp://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/run-away.html - pode fugir de todos, menos de si mesmo. http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/pense.htmlhttp://npercaseutempo.blogspot.com/2010/11/r-500.html - all you need is love.
Votem no melhor de 2010 * por comentario
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http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/435.html - DESILUSÃO TOTAL
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/make-wish.html - desejos que se realizaram, nesse post é claro.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/05/misguided-ghosts.html - a paz dentro de mim.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/06/na-perdicao-de-seus-olhos.html -amar em uma noite e fugir ao amanhcer - somos tão loucos com nossos desejos insanos, somos jovens na alma.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/07/lolita.html - amar uma garotinha
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/08/dias-de-chuva.html - a morte conta historias pela metade.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/08/obssesao.html - odeio esse post sabe lá por que ele está nessa lista.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/09/preterito-perfeito.html - nunca descrevi tão bem a sençação de ter uma expectativa quebrada, tendo essas sençaçoes.
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/09/15.html- 15 anos *-*
http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/lost.htmlhttp://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/run-away.html - pode fugir de todos, menos de si mesmo. http://npercaseutempo.blogspot.com/2010/10/pense.htmlhttp://npercaseutempo.blogspot.com/2010/11/r-500.html - all you need is love.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
pequenos fatos
eis um pequeno fato: você vai morrer.
De fato nunca tive medo da morte, se me perguntavam sobre o assunto apenas dizia: vai acontecer com todos que habitam esse mundo, ricos ou pobres, pretos ou brancos, crentes ou ateus. Considerava-me sabedor de tudo sobre a morte, por ela me parecer um fato simples da vida. Mas eu era um cético, e não sabia nada sobre a vida ou sobre a morte.
A sala estava repleta de silencio, a não ser pelo velho relógio que tilintava seus bravos ponteiros de alumínio, sem duvida era um belo relógio europeu, raro e antigo mas naquele momento minha vontade era de joga-lo pela janela e contemplar seus destroços no silencio de seu fim. Annabel torcia as mãos e eu olhava seu rosto frio com uma expressão forte. Talvez depois de uns minutos a única frase pronunciada naquela tarde de outono e também de todas as estações que seguiram fora: ''eu nunca te amei'' essa frase fora resposta de uma pergunta do tipo: ''não pode ir embora, e quanto ao nosso amor?'' ou '' você não me ama mais?'' ou simplesmente: ''por quê?''. Olhei dentro de seus olhos pela ultima vez, vi a morte, vi a dor e o que me esperava no futuro olhava para dentro de seus olhos até que a porta bateu, e eu morri de todas as formas possíveis de se morrer.
De fato nunca tive medo da morte, se me perguntavam sobre o assunto apenas dizia: vai acontecer com todos que habitam esse mundo, ricos ou pobres, pretos ou brancos, crentes ou ateus. Considerava-me sabedor de tudo sobre a morte, por ela me parecer um fato simples da vida. Mas eu era um cético, e não sabia nada sobre a vida ou sobre a morte.
A sala estava repleta de silencio, a não ser pelo velho relógio que tilintava seus bravos ponteiros de alumínio, sem duvida era um belo relógio europeu, raro e antigo mas naquele momento minha vontade era de joga-lo pela janela e contemplar seus destroços no silencio de seu fim. Annabel torcia as mãos e eu olhava seu rosto frio com uma expressão forte. Talvez depois de uns minutos a única frase pronunciada naquela tarde de outono e também de todas as estações que seguiram fora: ''eu nunca te amei'' essa frase fora resposta de uma pergunta do tipo: ''não pode ir embora, e quanto ao nosso amor?'' ou '' você não me ama mais?'' ou simplesmente: ''por quê?''. Olhei dentro de seus olhos pela ultima vez, vi a morte, vi a dor e o que me esperava no futuro olhava para dentro de seus olhos até que a porta bateu, e eu morri de todas as formas possíveis de se morrer.
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