domingo, 12 de dezembro de 2010

pequenos fatos

eis um pequeno fato: você vai morrer.

De fato nunca tive medo da morte, se me perguntavam sobre o assunto apenas dizia: vai acontecer com todos que habitam esse mundo, ricos ou pobres, pretos ou brancos, crentes ou ateus. Considerava-me sabedor de tudo sobre a morte, por ela me parecer um fato simples da vida. Mas eu era um cético, e não sabia nada sobre a vida ou sobre a morte.

A sala estava repleta de silencio, a não ser pelo velho relógio que tilintava seus bravos ponteiros de alumínio, sem duvida era um belo relógio europeu, raro e antigo mas naquele momento minha vontade era de joga-lo pela janela e contemplar seus destroços no silencio de seu fim. Annabel torcia as mãos e eu olhava seu rosto frio com uma expressão forte. Talvez depois de uns minutos a única frase pronunciada naquela tarde de outono e também de todas as estações que seguiram fora: ''eu nunca te amei'' essa frase fora resposta de uma pergunta do tipo: ''não pode ir embora, e quanto ao nosso amor?'' ou '' você não me ama mais?'' ou simplesmente: ''por quê?''. Olhei dentro de seus olhos pela ultima vez, vi a morte, vi a dor e o que me esperava no futuro olhava para dentro de seus olhos até que a porta bateu, e eu morri de todas as formas possíveis de se morrer.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

R$ 5,00

O mundo está em movimento, por que pra cada coração que se acende , ama, sorri  o mundo da um milhão de voltas dentro de nos mesmos  só assim podemos sentir a emoção de voar sobre os nosso próprios muros . Não se pode comprar a nossa liberdade com moedas, cartas de alforria, livros de direitos só com amor.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

estranha melancólia.

Sentou-se e olhou tediosamente para uma janela que havia na saleta - Podia se ver duas imagens: A primeira era seu olhar melancólico e em segundo plano estava a cidade cheia de luzes encantadoras iluminando o caminho de milhões de pessoas todos os dias, mas sentiu que por mais luminosas que fossem não podiam iluminar seu caminho, era como andar nas trevas e contemplar o sol de outras pessoas.

domingo, 7 de novembro de 2010

la mer.

o coração de uma mulher é um oceano de segredos

  Das paisagens mais belas do mundo nada se compara a um litoral banhado pelo crepúsculo com as gaivotas pairando pelo céu azul que reflete nas águas de um tom dourado espelhando o sol que viu nascer a nossa humanidade e a brisa da marisia na qual inspirou jovens a subirem em navios e desbravar os sete mares em buscas por tesouros escondidos no profundo azul.
  Eu posso apreciar dessa beleza azul e infinita apenas uma vez ao ano, o que a torna mais maravilhosa, passo meses sonhando com o encontro de sonhadora e sonho, mas nenhum sonho se compara com o primeiro mergulho pelas águas claras, escuras, pardas, esverdeadas ou azuladas, o primeiro dos infinitos de uma vida toda.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

breath.

 keep going even if there's not road.

As ruas vão se desmanchando, os caminhos se fechando, as estradas desaparecendo, as festas da madrugada somem na escuridão, as garrafas de uísque se desintegram o tempo se perde na própria timeline. O mundo para pra uma pessoa. Não a mais formas de fugir, ela está lá encarando o único retrato que sobrou no mundo, sua imagem sufocando com todas as mentiras que ela inventou pra si mesmo, ela não pode mais contra tudo, ela sabe que não quer ver, mas ela precisa de ar, respirar as verdades mesmo que elas machuquem.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

pense.

a vida não é vida sem o prato, do encanto que sempre tem fim.

Supondo que as estrelas sejam pedacinhos dos sonhos que não se tornaram realidade e que nas noites em que o céu está limpo uma criança com um sonho no olhar e um sorriso nos labios olha pela janela e contempla milhões de sonhos despedaçados representando todos os sorrisos do encanto e as lagrimas do pranto. Seria a vida tão ironica ?

sábado, 9 de outubro de 2010

lost.

'' vamos encontrar um bom lugar para se perder'' - Mariana Bicalho
Há duas palavras que as pessoas usam para me definir. A primeira é concerteza louca e a segunda é confusa, todas elas estão certas mas talvez juntando as duas palavras e mais alguns adjetivos desconhecidos por elas teríamos a palavra : perdida.
Perdida, meu caminho parecia longo e sem fim o horizonte era coberto por uma forte neblina que impedia-me de ver oque havia depois dos montes do sofrimento, montes que certamente eu teria de escalar. Via que não havia apenas eu naquela jornada desconhecida em volta de mim havia outras pessoas, com suas vidas e jornadas; Algumas no entanto não viam as flores pelo caminho e choravam pelo cansaço, outras tentavam mover os montes e mas todas elas com uma coisa em comum: situadas . Eu sentia-me diferente dessas, elas tentavam seguir seus caminhos com um destino, mas eu sentia que o meu não tinha um, eu estava numa busca por uma resposta de uma pergunta que não tinha sido feita ainda e pelo que parecia não iria desistir de buscar por ela, e apesar de perdida sentia-me mais equilibrada que qualquer um dos situados a minha volta.